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Depois de mobilizar cerca de 20 mil pessoas o Movimento HotSpot chegou em Natal. A exposição dos criativos, que está rodando o Brasil, ocupou uma das estruturas mais modernas para dramaturgia no Brasil. O Teatro Riachuelo foi completamente remodelado para receber o Festival. Todo o espaço do foyer, platéia e parte do palco foi tomado pelos trabalhos selecionados.

“Esta foi a primeira vez que vemos o teatro nessa configuração”, comentou a diretor Flávia Mclaren. “Ver essa montagem nos traz novas ideias para ocuparmos o Teatro”. O artista plástico César Revoredo também ficou entusiasmado com a montagem. ”Isso serve para desmitificar o teatro que além de receber nomes consagrados abre suas portas para jovens talentos. Uma estrutura imponente pode intimidar o público e a exposição despertou a curiosidade e provocou até quem está no shopping para passear para entrar e conhecer o lugar e as obras.”

O Festival foi aberto com as boas-vindas ao candidatos da região seguida de uma de uma roda de conversa, com o tema “Inspiração e Criatividade”, com a participação de Paulo Borges, idealizador do projeto, Graziela Peres, curadora da categoria Ilustração e João Falcão, curador de Filme e Vídeo. “O que buscamos com o MHS são pessoas inspiradas. As obras não são um ponto de chegada, mas sim de partida”, afirma Borges. “Acreditamos que as histórias humanizam os projetos”

Histórias como do candidato de moda, Jardel 888. Bastante interessado pelo projeto, não esperou a chegada em Natal. “Quando eu soube as datas do Festival em Brasília, o primeiro, eu estava curioso demais e não aguentei. Planejei uma viagem e fui ao Festival para aprender como seria e planejar o que eu faria quando o projeto chegasse a minha cidade”, contou.

As atividades do sábado começaram com a exibição do documentário “Clandestinos” de João Falcão que acabou virando uma série apresentada na Rede Globo. Em 2008, mais de 3 mil candidatos fizeram fila na frente do Hotel Glória, no Rio de Janeiro, para se inscrever nas oficinas gratuitas de dramaturgia ministradas por Falcão. O objetivo principal era escalar e preparar o elenco da peça “Clandestinos”. Do total, 400 passaram pela peneira e tiveram um minuto e meio para demonstrar sua capacidade de interpretação. O material era tão rico e diversificado que ganhou ares de ficção e foi parar na televisão. “Essa é um pouco da minha história”, comenta o diretor. ”Vou fazendo coisas até descobrir a minha vocação.  Fico mais interessado em saber quem eu não sou. Acho que o que eu sou é muito pouquinho. Quanto mais dúvida eu tiver, mais vou atrás e consigo crescer.”

A segunda roda de conversa do dia foi sobre o cenário da produção cultural no Rio Grande do Norte e contou com o artista plástico César Revoredo,  o jornalista Yuno Silva e arquiteta Viviane Teles. Eles comentaram sobre a produção local, a dificuldade de conseguir o reconhecimento na sua origem e as questões dos incentivos culturais. “Nós perdemos nossa cultura milenar de construir e também o contato com nossa própria cultura,”  afirma Viviane. “Nós paramos de pensar na simplicidade das coisas. Transformamos nossas vidas em coisas complexas.”

Para finalizar, a música tomou conta do Teatro Riachuelo. Mostrando mais uma vez o ecletismo que o MHS persegue,  o primeiro show foi do duo The Red Boots que entusiasmou a público com rock metal. Em seguida, rolou a apresentação de Khrystal que fez todo mundo dançar coladinho no ritmo do coco, muito conhecido mas pouco divulgado no Nordeste.

Mais de mil pessoas compareceram ao Festival em Natal. Quem não pode ir, acompanhou tudo ao vivo pela internet pelo site do Fora do Eixo que contou com o apoio técnico da NET, possibilitando uma transmissão com qualidade e estabilidade de sinal.

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