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O Festival do Movimento HotSpot, em Recife, foi premiado com um chuva torrencial durante todo o sábado. Isso não impediu que mais de 8 mil pessoas tomassem toda a extensão da Rua da Moeda para assistirem aos shows do Mombojó, com participação de Victor Araújo e Chinaman.

As atrações musicais encerraram dois dias de muita agitação que começou com o encontro dos candidatos, na tarde de sexta-feira, com os curadores da categoria Arquitetura Greg Bousquet e Marcelo Rosenbaum e Graça Cabral, uma das organizadoras do projeto. Os selecionados souberam de primeira mão as datas das próximas etapas: no dia 22 de julho sai a lista de quem vai para o Tanque de Ideias que acontecerá entre 26 e 30 de julho em São Paulo. Os vencedores de cada categoria serão conhecidos no dia 01 de agosto.

Durante a vernissage, a diretora da Galeria Janete Costa, no Parque Dona Lindu, Joana D’Arc aproveitou para conhecer a fundo os trabalhos apresentados, principalmente na área de fotografia e ilustração que eventualmente possam integrar futuras exposições no local. Ela ficou tão empolgada com o que viu que no dia seguinte propôs aos alunos do Curso de Oficina de fotografia uma atividade relacionada a exposição. Eles criaram uma câmera fotográfica com latas de leite que registraram durante seis horas os projetos da categoria Moda.

Uma outra surpresa foi a proposta do artista plástico Carlito Person e seu parceiro Adriano Martins para mostrarem o performance “Roupa para viver juntos” ao público presente.

No sábado ainda rolou as duas palestras dos curadores da categoria Arquitetura que aproveitaram para fazerem juntos uma segunda avaliação para selecionar os candidatos que participarão do Tanque de Ideias.

Marcelo Rosenbaum foi o primeiro a falar para uma platéia de cerca de 200 pessoas. Ele contou sobre o seu mais recente trabalho “ A gente que transforma” desde seu nascimento até a recente exposição em Milão, com as luminárias desenvolvidas com os índios na Amazônia. “É riquíssima a beleza desse País, quando você valida e leva isso adiante, você desperta autoestima nas pessoas”, comentou. “Hoje, eu não penso design como projetar um objeto. A palavra design está ligada a inovação e futuro. Para mim fazer design está ligado a uma tarefa co-criada, colaborativa e interdependente.”

Já Greg Bousquet contou sobre a experiência da Triptyque em unir o conhecimento de outra cultura, no caso a francesa, com elementos brasileiros. Hoje, seus projetos apresentam a fusão destes dois estilos com uma preocupação com a sustentabilidade e a ocupação correta do espaço: “Falamos muito de sustentabilidade porque precisamos. Se não fizermos algo, teremos o fim do mundo”, profetiza.

 

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