Candidatos do Norte

Entre os 303 brasileiros que foram selecionados a partir de 1642 inscrições para participar da etapa do Movimento HotSpot, 23 são da região Norte dos Estados do Pará, Rondônia e Amazonas. Esses criativos foram selecionados nas categorias de música (03), design gráfico (01), fotografia (04), arquitetura (01), cenografia (01), ilustração (03), moda (02), design (02) e ideia (06) e estarão presentes no Festival em Belém.  Conheça um pouco mais das expectativas de oito deles, a opinião sobre o MHS e confira a lista completa abaixo:

FOTOGRAFIA

Photograff – Jeyson Martins

“O MHS apareceu como uma oportunidade para colocar em prática um projeto que até então estava apenas no plano das ideias e em alguns rascunhos no meu sketchbook. Soube poucos dias antes do encerramento das inscrições e para não perder o prazo,  tive que correr contra o tempo para materializar da melhor maneira o Photograff na expectativa de conseguir novas visões e opiniões sobre o projeto em processo. Foi um passo importante, pois iniciei minha carreira na arte e na fotografia com a inscrição do projeto no MHS. A inscrição foi uma semente plantada no terreno fértil do movimento que começa a gerar bons frutos. Como ainda está em transformação, as fotografias apresentadas na exposição do festival são as mesmas captadas pelas câmeras de lata de spray (apresentadas na primeira etapa de inscrição), mas a relação entre Fotografia e Graffiti se amplia a partir do momento que a fotografia sofre intervenção com tinta spray e outras técnicas da estética urbana.A participação e seleção para próxima etapa me incentivaram a produzir e inscrever o resultado no Edital de pauta da Galeria Theodoro Braga (Belém) que foi selecionado e atualmente, estou na fase finalização da exposição “Olhar Urbano” programada para novembro deste ano.  Minha preparação para o Tanque de Ideias está sendo continuar pensando na evolução da ideia e para chegar realmente ao resultado final  tenho pesquisado e colocado em prática algumas experimentações. Atualmente as fotografias ganharam as ruas da cidade junto intervenção em Graffiti, resultando em um único elemento visual urbano que (inter)fere e colore o cinza da cidade. E com isso novos desdobramentos virão.O sentimento de todos por aqui em Belém com relação ao festival é ao mesmo tempo de ansiedade e curiosidade. Sabemos pouco e o pouco é pesquisando na internet, mas uma coisa é certa, será um evento único para todos os participantes e para a cultura paraense que apresenta seus novos artistas. “

 Eco de rios – Débora Flor e Evna Moura

DÉBORA FLOR

“Me inscrevi pela possibilidade de pensar e refletir sobre um trabalho em série de fotografias. Estamos em um momento de intensa produção, abraçamos a oportunidade e confiamos na proposta como meio de difusão e reconhecimento de novos artistas. Eu a Evna Moura ( ver respostas a seguir) pensamos no projeto ‘Eco de rios’ com muito carinho e vimos no Movimento Hotspot uma incrível oportunidade de mostrá-lo pela primeira vez e desde a seleção na categoria “Fotografia” esse trabalho ganhou a oportunidade de ser exposto outras vezes, aqui em Belém. Ou seja, o Movimento Hotspot foi e está sendo um incentivo à nossa produção local, tudo isso porque confiamos na proposta que essa plataforma nos oferece como possibilidade de crescimento e aprendizado. A seleção nos abriu portas e janelas aqui na cidade. Foi e está sendo um embrião do nosso percurso fotográfico. Penso que o Festival será uma ótima oportunidade para conhecer a produção de todas as categorias vindas as outras capitais, Eu tenho certeza que será um momento muito importante, que será um grande sucesso e estou muito feliz em fazer parte disso. Depois, temos de torcer. O tanque de ideias está sendo muito aguardado. Estou muito ansiosa com a possibilidade de fazer uma imersão com profissionais renomados em suas áreas. Me preparo coletando informações dos festivais que já aconteceram, percebendo seus processos, além de estudos, leituras e desdobramentos do nosso percurso enquanto produtores e disseminadores de ideias.”

EVNA MOURA

“O projeto logo chamou nossa atenção tanto pelo incentivo a produção dos projetos como pelo profissionalismo do festival como plataforma de comunicação e criatividade. Pareceu ser muito interessante a proposta de escrever o projeto, como trocas de conhecimentos e incentivo.O MHS por ser nacional e uma via de escoamento de ideias, trouxe-nos com a seleção, uma valorização do nosso trabalho. Acredito que se formos qualificadas a participação nas próximas seletivas, isto só tende a crescer, assim como fonte de conhecimento e trocas com outros participantes e curadores.Estou bem ansiosa e curiosa para ver o resultado e a participação e aceitação do público. Estou lendo bastante e tentando me manter bastante instigada com tudo o que me move e cerca, para que fiquem comigo muitas fontes e matérias de inspiração. No mais, um pouco curiosa em como vai ser esta nova etapa. “

Quem sabe amargo – Adan Bruno Costa

“Com o objetivo de que meu trabalho pudesse ser visto e fazer algum fruidor mover-se internamente com o que visse. Para poder saber que meu captar do tempo está perpetuando um segundo de alguém. E, por ser uma vitrine imensurável, que o MHS me possibilitasse essa fruição. A seleção para o Movimento Hotspot foi o pontapé inicial para a abertura da minha produção fotográfica, até então, nunca havia me inscrito em editais de arte e festivais, muito menos ventilado a possibilidade de seguir carreira como fotógrafo, como artesão e artista visual. A seleção me possibilitou a participação em salões de arte, mostras de arte e a participação em editais de produção artística e a possibilidade de participar do Tanque de ideias. Tudo isso me estimula sempre a continuar a aperfeiçoar e a experimentar novas formas de exprimir meus intentos artísticos. No Festival, espero  conhecer os outros participantes da região norte, além de ter a oportunidade de criar novos links e parcerias, com a possibilidade de movimentar a cena artística atual localizada na Região Norte.”

DESIGN

Asurini – Rômulo Yasuo Barbosa Suzuki

“Me inscrevi, principalmente, pela possibilidade de divulgação dos meus trabalhos. Depois da seleção para os festivais e do alcance que o projeto teve ao percorrer várias capitais com a exposição, percebi a valorização e reconhecimento que essa divulgação pode trazer. Acredito no sucesso do festival em Belém. Pois, acredito no potencial criativo do povo amazônico, além de todos os atributos culturais presentes na região. “

Trama Lúcida – Nio Dias

“ Participo do MHS para divulgar o meu trabalho e aproveitar essa janela que tem por objetivo dar visibilidade ao talento brasileiro em diversas áreas de expressão. Apesar de já não ser um iniciante ( o meu inicio de carreira se dá como artista plástico), é mais uma oportunidade de consolidar o meu trabalho junto a um público bem mais amplo. Espero que a minha participação no festival seja de interatividade e produtiva. “

IDEIA

Shopping dos Bairros – Edevaldo Gomes

“ Ao iniciar minha carreira como empreendedor desenvolvedor de uma start up, fui em busca de informações em relação ao apoio burocrático e monetário. Logo encontrei essa oportunidade, para participar de um campeonato de ideia como pessoa física, e achei muito boa a oportunidade pelo fato de apenas se inscrever on-line e participar de um evento nacional. Com isso, estou tendo a oportunidade de apresentar o meu projeto a nível nacional, elevando a credibilidade do mesmo. Aqui em Belém, meu desejo é que todos sejam bem receptivos e consigam mostrar o que há de melhor dentro que da cada um desses participantes. Desde o início da inscrição do movimento busquei mentores para o meu projeto e consegui o da RITU – Incubadora de Empresas da UEPA – Universidade estadual do Estado do Pará, e é lá que estou tendo todo o apoio para o desenvolvimento do mesmo, e como sou meta-buscador de informações fui me desenvolvendo com um plano piloto no meu bairro referente a minha ideia. Para que eu possa defendê-la com todo o meu conhecimento até hoje adquirido. “

Projeto e Vida e Illustrations from outer space – Fábio Vermelho

“Me interessei pelo MHS porque era um concurso de âmbito nacional para “revelar jovens talentos” em diversas categorias, inclusive aquela na qual eu pretendo atuar mais fortemente, que é a ilustração. Achei a ideia bem interessante. Se eu passasse, ganharia uma boa visibilidade para o meu trabalho e adquiriria mais experiência, conheceria outros artistas e etc. Pensei, “bom, não custa nada me inscrever.”. O Movimento Hotspot é de grande importância, em várias questões: tanto na visibilidade que uma aprovação nacional poderia trazer para minhas ilustrações; quanto para as experiência a serem adquiridas tendo que lidar com um concurso dessa importância; e principalmente, quanto à conhecer e trocar experiências com outros artistas na fase que considero a mais interessante do concurso, que é o Tanque de Ideias. Espero que o Festival aqui seja algo grande e que demonstre a grande diversidade de coisas que acontecem por aqui. Há bastante trabalho de bandas, músicos, fotógrafos e outros artistas e espero que todos possam compartilhar boas experiências com esse festival. Estou em época de TCC, então estou bem ocupado, na verdade. Mas me preparo como posso: estou sempre praticando desenho; estudando; buscando novas referências nas ilustrações, quadrinhos, músicas, filmes; vendo o que os artistas da minha idade estão fazendo; vendo os trabalhos dos outros selecionados em Ilustração, etc. Estou bem ansioso pelas fases seguintes! “

MODA

Próteses Ilusórias, por Marco Normando, do Pará

” Me inscrevi no MHS pelo fato do mesmo fomentar o empreendedorismo criativo, conseguindo identificar, difundir e premiar novas idéias e os projetos de vários criadores brasileiros, o que é de fato espetacular para alguém que está começando ou tentando entrar no mercado da economia criativa. É ter todos esses profissionais e pessoas que você admira analisando o seu trabalho e receber a curadoria dos mesmos, como a Susana Barbosa e o Paulo Martinez, além da participação nesse manifesto de inspiração e criatividade que são as exposições feitas pelo MHS ao redor do Brasil. Belém é uma cidade plurissensorial, a cultura paraense é o que há de mais enriquecedor no nosso estado, desde o cenário musical, da moda, a fotografia, arquitetura e gastronomia. Então ter um festival que respira arte, converge criatividade, economia, tecnologia e promove novos discursos em diferentes segmentos culturais, é um enorme presente aos observadores e criadores paraenses. Acredito que esse momento de espera já esta sendo uma etapa de imersão criativa, que assim como eu todos outros criadores estão pesquisando, buscando mais conhecimento e se inovando a cada instante e se preparando para essa próxima etapa. ”

Confira os outros participantes desta etapa:

ARQUITETURA

Porthacker, por Emily Yoko Sato dos Santos, do Pará

DESIGN GRAFICO

Versos Tipográficos, por Karine Marinho de Arruda, do Amazonas

FOTOGRAFIA

Cobogó, por Francisco Emidio Contente Pereira dos Santos , do Pará

IDEIA

Agência do Bem, por Ana Carolina Marçal, do Pará

Tetraking, por Elisa Arruda Kunz, do Pará     

Energy Meter , por Nelson de Oliveira Neto, de Rondônia

ILUSTRAÇAO

Kopazes word, por Daniel Barbosa de Santi, do Amazonas

MODA

Coleção: Por um mundo sustentável, por Midori Elisa Nakamura, do Amazonas

MÚSICA

Projeto Charmoso, por Amadeu Silva Fernandez, do Pará

Strobo, por Arthur de Rezende Kunz e Silva, do Pará

Melodia das Ruas, por Allan Pinheiro de Carvalho, do Pará

 

tags , ,