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Cresce o número de jovens empreendedores

Não adianta querer inventar a roda. Em uma economia com o mercado de trabalho aquecido, o empreendedorismo é sempre uma possibilidade que brilha os olhos de quem quer ter seu próprio négócio, prosperar e se livrar do patrão. O que acaba supreendendo é que cada vez mais jovens estão optando por esse caminho no lugar de um emprego fixo.

No último estudo batizado de Global Entrepreneurship Monitor (GEM), organizado pelo Global Entrepreneurship Research Association, composto pela London Business School, na Inglaterra, e pelo Babson College, nos Estados Unidos, apurou que o total de jovens brasileiros entre 18 e 24 anos que decidiram apostar no empreendedorismo cresceu 74% entre 2002 e 2010. São 165 milhões de empreendedores em todo o mundo nesta faixa.  Aqui , no Brasil, a partir de dados da PNAD, os jovens que possuem empresas formais, iniciais ou constituídas, desde 2001 até 2009, representam cerca de 12% de todos os empresários brasileiros.

Nesta faixa de idade, se abre uma janela de oportunidade muito proveitosa. Segundo Ênio Pinto, gerente nacional de inovação e tecnologia do Sebrae, são muitos os fatores favoráveis para se empreender na juventude. “Essa turma é cheia de energia, tem muita criatividade, um modelo mental flexivel, são incluídos digitalmente, possuem conhecimento, uma visão holística da empresa e não tem medo de barreiras geográficas”, comenta. ”Por outro lado, não tem filhos, não casou, não tem contas para pagar. Se no fim ter tudo errado, é só voltar para a casa dos pais”.

Brincadeira à parte, os jovens reúnem, ainda, os dois tipos básicos de empreendedor: o “eu quero ser” e “eu quero ter”. O primeiro, sonha em ser proprietário e, geralmente, optam por áreas que tem afinidades e assim, suas chances de sucesso aumenta. O segundo, pensa mais no lucro e na sua independência financeira. Para quem está começando e é recém-formado, por exemplo, essas duas características acabam se mesclando. “O jovem empreendedor procura sempre atuar em coisas que gosta, tem um espírito idealista e ainda não precisa de muito dinheiro para se sustentar”, afirma Pinto.

O Sebrae tem vários programas voltados para incentivar o jovem: o Desafio Sebrae e o Sebrae Tec. Para o Desafio, as inscrições estão abertas e o objetivo é ensinar os estudantes a gerir uma empresa virtualmente. Mais de 150 mil pessoas participam deste programa em todo o Brasil. Já o Sebrae Tec faz um aporte de recursos financeiros para empresas que queiram se modernizar com desconto de 80% a 90% no valor de uma consultoria. Além disso, em edital já  encerrado, o Sebrae vai distribuir 24 milhões de reais para 150 incubadoras em 20 estados brasileiros.

O Sebrae apóia o Movimento HotSpot que,  apesar de não ter um limite de idade para a participação, desde de sua criação há 09 anos vem apostando em novos talentos . “O Movimento HotSpot busca identificar bens culturais e criativos dos estados brasileiros, e acreditamos que com isso será possível fortalecer além de um novo mercado, um ambiente favorável à profissionalização de talentos empreendedores, “ conta Juliana Borges, coordenadora da indústria de moda do Sebrae Nacional. “Daí a importância de o Sebrae ser parceiro do MHS para contribuir no processo de formação desses novos empreendedores da Economia Criativa”.

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