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“Olhe por cima das colinas”, aconselha Paulo Borges

"Desassuste-se! Tire dua idéia da gaveta e vá em frente", afirma Paulo Borges.

Hoje, São Paulo recebe a etapa do scouting do Movimento HotSpot. O evento faz parte da programação do “6º Circuito de Moda e Arte Estrela do Oriente” que acontece até dia 3 de agosto no Auditório do Museu da Língua Portugues com mostra de cinema de moda, exposições, instalações, oficinas criativas e debates de ideias. E quem vai falar  hoje como inspirador é o Paulo Borges, Presidente do IN-MOD, Instituto Nacional de Moda e Design, e idealizador do projeto.

Da sua cabeça visionária é que saiu essa no versão do MHS. E não é de hoje que ele se dedica a eventos do sucesso tendo a parternidade de instalar um calendário de moda no Brasil. Trabalhando com moda desde os anos 80, assumiu em 1993, o Phytoervas Fashion, evento que comandou por 3 anos antes de fundar, em 1996, o Morumbi Fashion que veio se tornar a São Paulo Fashion Week. Tem ainda a sua assinatura o Fashion Rio, o Rio-a-Porter, a revista FFW_Mag! e o portal FFW.

À frente da Luminosidade que atua como uma plataforma de convergência nas áreas de planejamento estratégico, branding, marketing e comunicação, gestão, eventos e criação de novos  negócios,  ele abre outras portas para um novo ciclo de 15 anos. A expansão do MHS para 11 categorias é apenas um reflexo deste caminho. Em entrevista ao blog, Paulo Borges fala de suas expectativas e desta fase do scouting que começou a semana passada e vai até setembro.

MHS: Depois da consolidação do SPFW como a uma das principais semanas de moda do Pais, era hora de ampliar a atuação da Luminosidade?

Paulo Borges: Há tempos, pensamos na Luminosidade como uma empresa com vocação para construção de conteúdos, principalmente focados em criatividade. Sempre pensamos economia criativa de forma ampla.


MHS: O que te inspirou a fazer o Movimento HotSpot com tantas categorias? Pensa em contribuir para a consolidação de uma economia criativa brasileira como fez com a moda?

Paulo Borges:  Foi realizando o próprio Amni HotSpot que fizemos no passado, pensamos no Movimento Hotspot da forma que ele se apresenta hoje. A criatividade é transversal. A forma como os jovens trabalham e pensam é transversal. Nao existe mais criação isolada, solitária. O mundo ficou definitivamente interligado.  Tudo se movimenta ao mesmo tempo.  Por isso pensamos o Movimento HotSpot amplo, porém convergente, dinâmico e abrangente, inclusivo e colaborativo.  Sem dúvidas, temos como meta fazer da economia criativa uma bandeira muito mais forte e influente para o Brasil.

MHS: O q você tem visto dos projetos inscritos, está lhe empolgando?

Paulo Borges:  Toda esta dinâmica e muito nova, mesmo para nós. Nos preparamos para poder atender aos inscritos e percorrer o Brasil no que eu tenho chamado de caravana da criatividade. Por ser um projeto com foco e formato inovador, precisará de tempo para ser percebido por todos como algo possível, ao alcance das mãos. Dia destes, conversando com minha amiga Fafá de Belém que convidamos para inspirar o projeto em Belém, ela usou uma expressão que logo adotei, porque tem todo sentido e forma para o momento: “desassustar” . E o que estamos provocando nas pessoas. Todos precisam se desassustar e acreditar que tem algo a dizer, mostrar, e se expor de fato. Tenho visto os projetos inscritos e confesso que estou gostando bastante.

MHS: Está entusiasmado em viajar pelo o Brasil e descobrir novos talentos e ideias?

Paulo Borges:  Sem dúvida. Esta parte é a mais desafiadora e mais instigante.

MHS: Como é ver o sucesso de antigos hotspotianos brilhando no SPFW como Samuel Cirnansck, Amapo, Neon e outros trabalhando para outras marcas?

Paulo Borges:  É maravilhoso. Semanas atrás,  estávamos em uma reuniao de planejamento geral do SPFW e o Samuel disse que o que tem feito toda diferença para ele na empresa, na gestão, tudo o que lhe foi ensinado durante o Amni Hotspot. Fiquei muito feliz ao ouvir isto. Já valeu o tempo do projeto.

MHS: No último dia da SPFW, a moda fez um manifesto pedindo para ser ouvida pela presidente Dilma. O que a moda tem a dizer e a ensinar as demais categorias do prêmio?

Paulo Borges:  A moda precisa se posicionar diante do governo com um plano e um sistema de reorganização pensada para o futuro. E isto que está sendo feito.

MHS: Como você dá conta de participar de tantos projetos e ainda lidar com a mudança do calendário oficial da moda brasileira?

Paulo Borges:  Pode parecer besteira, mas tudo faz parte no fundo do mesmo assunto. Claro que é uma questão de agenda e de organização.

MHS: Que conselhos você daria para uma jovem que quer se inscrever no MHS?

Paulo Borges:  Vou usar uma expressão que adotei depois de conversar com a Fafá de Belém: desassuste-se! Tire dua idéia da gaveta e vá em frente.

MHS: Para finalizar,  quais a principais características de um criativo como você?

 Paulo Borges: Não saberia listar. O que posso dizer a meu respeito é que faço o que gosto.  Sou muito focado no meu trabalho. Não  tenho preguiça de trabalhar. E, principalmente, não tenho ansiedade. As coisas são construídas passo a passo. Tijolo por tijolo. Saber olhar adiante, por cima das colinas, seria um conselho que eu daria.

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