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Veja o que rolou no scouting de Porto Alegre

A chuva e o frio da última quinta-feira não foram empecilho para que cerca de 300 pessoas marcassem presença no scouting do Movimento HotSpot em Porto Alegre. O evento contou com a participação especial do grafiteiro paulista Speto, um dos curadores do MHS, que falou sobre a trajetória profissional e conversou com o público. Quem também participou foi o diretor de conteúdo da Luminosidade e intSpot, Augusto Mariotti, que tirou todas as dúvidas dos criativos presentes na sala Mercosul do Moinhos Shopping.

A capital gaúcha foi a primeira a receber o scouting do Movimento, que teve a colaboração de Speto, referência em grafite no Brasil e no mundo, e inspiração para quem inicia um projeto na área criativa. A noite começou com um passeio pela carreira do paulista, cujos primeiros passos foram dados em 1985, com experimentações artísticas com referências do universo do skate e do hip-hop em que estava imerso. Do grafite urbano, passou a fazer também ilustrações para revistas sobre skate, e acompanhou a turnê da banda O Rappa pelo país, fazendo live paintingsdurante os shows. A experiência proporcionou uma bagagem valiosa ao grafiteiro, que afirma ter conhecido na estrada gente de todos os tipos, inspirando-se a explorar a arte folclórica.
Em 2005 veio o reconhecimento em grande escala, com a contribuição para uma campanha publicitária de uma marca de cerveja, que levou a arte e o nome de Speto a outdoors e anúncios mundo afora. A partir daí, esteve em 15 países em três anos, participou de campanhas e projetos importantes pelo globo, e tornou-se ícone brasileiro de grafite. A ascensão do artista serve de exemplo para quem deseja impulsionar a carreira e aproveitar oportunidades como o MHS para mostrar o talento. Speto enfatiza que dedicação é muito importante para não desistir durante o percurso, que muitas vezes pode ser longo. “Eu faço grafite há 27 anos, e ganho dinheiro há 5”, brinca. Segundo ele, acreditar no próprio talento e não ter medo de divulgar o trabalho é fundamental para crescer profissionalmente. Para os participantes do HotSpot, deu algumas dicas, como dedicar-se ao modo de aplicação da ideia, que pode ser um grande diferencial, assim como explorar as formas de mostrar o projeto através do vídeo de inscrição.
Augusto Mariotti entrou em cena para explicar como funciona o Movimento HotSpot e responder as dúvidas da plateia. De acordo com ele, normalmente as pessoas não acreditam que têm uma grande ideia, e acabam deixando de aproveitá-la em oportunidades como o MHS. “Para inscrever-se, não precisa ter um trabalho inédito. O que vai ser avaliado é o talento em si”, esclarece. Os projetos das 11 categorias podem ter conceitos inovadores, ou seja, não precisam partir de uma matriz óbvia. “Saiam da casinha”, complementa Mariotti, incentivando a criatividade dos participantes
Quem também conversou com o público foi o gaúcho de Rio Grande Carlos Mossmann, responsável pelo projeto VINTAGE DREAM, que está entre os mais curtidos do Portal. O estudante de Artes Visuais ficou sabendo do MHS por meio de uma rede social e resolveu inscrever suas fotografias. A popularidade rapidamente alcançada é exemplo de que a participação no Movimento é uma forma de colocar o talento em evidência em uma plataforma colaborativa.

Crédito: Guilherme Fontana, 21 anos nascido em Porto Alegre. Fotógrafo e estudante de design na ESPM Sul, entusiasta das artes e sonha em morar em NY.

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